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Desafio AC MAN
MAN na estrada em teste profissional
Revista Camião 2008-12


A ACMAN, concessionária da MAN para diversos distritos da região Centro, lançou um desafio aos transportadores da sua zona de influência, para que aqueles que não possuem a marca na sua frota a usem num teste de longa duração e constatem as inovações. Os resultados serão compilados, com o objectivo de melhorar o produto. Estivemos na TJA – Transportes J. Amaral, de Estarreja, na apresentação da iniciativa e na entrega da primeira unidade. Ficamos encantados com o que vimos.
Numa empresa com um cunho familiar que é reconhecida pela forma como João Amaral impulsionou o seu filho João Manuel Amaral para a liderança, ficou evidente que na nova geração há profissionalismo e competência.


A apresentação da iniciativa à empresa aveirense contou com a presença de responsáveis das empresas e áreas de negócio envolvidas no projecto. Para além da apresentação, mais ou menos detalhada, do papel de cada organização, foi agradável perceber que João Manuel Amaral, que se fez acompanhar de elementos de diversas áreas ligadas à operacionalidade de frota e formação, não se furtou de colocar questões a todos. Depois de uma intervenção substancial de Eduardo Sousa, da Bridgestone, que respondeu a questões técnicas colocadas por João Manuel Amaral relativas ao tipo de pneumáticos que equipam a unidade de teste, das áreas dos seguros aos lubrificantes, passando por carroçarias e sistema de gestão de frota ou seguros, todos tiveram a possibilidade de falar sobre a sua contribuição para uma melhor gestão e ganhos de produtividade.
Se por um lado se percebe que a iniciativa tem por objectivo colocar veículos junto de empresas, que podem ser referências para a recolha de informações e captação de novos dados, a verdade é que entre os condutores e empresas aderentes à iniciativa as expectativas são grandes, o mesmo se pode dizer dos parceiros AC MAN. Para a Bridgestone o desafio da marca de veículos serve para demonstrar a qualidade dos novos pneus, que asseguram uma poupança no consumo de combustível e o aumento dos quilómetros percorridos. Com a quota de mercado em crescimento, a marca dos pneumáticos reconhece neste desafio uma excelente oportunidade de parceria.
A questão da localização da frota e a sua gestão, possível pelo sistema que a Tecmic fez instalar na unidade, despertou curiosidade pelo facto de se servir das mais-valias do computador de bordo de série do camião.
Sobre os lubrificantes os responsáveis da área de negócio da BP tiveram oportunidade de falar sobre os ganhos no consumo de combustível, com a utilização de semi-sintético que proporciona menor atrito e menor consumo.
Para além da reunião de trabalho, na fase de entrega das chaves, os responsáveis dos diversos negócios envolvidos no desafio da AC MAN tiveram oportunidade de falar detalhadamente dos seus produtos.
Face à diversidade de empresas convidadas, a iniciativa que prima pela determinação da jovem equipa que lidera o negócio dos camiões novos do grupo A.Coelho, poderá dar boas informações para o desenvolvimento de especificidades no produto comercializado em Portugal.
Numa prova de estrada o desafio era conduzir o mais normal possível. Ou seja, fazer tudo o que em condução defensiva não se deve fazer. Acelerar até num semáforo que está vermelho, acelerar quando se vê uma fila de veículos em tráfego parado, acelerar descontroladamente, para mais à frente travar bruscamente.
Na fase seguinte o cenário mantém-se. De tráfego intenso a semáforos, que até fecham a via por excesso de condução dos condutores que circulam em sentido contrário, fizemos os mesmos 25 quilómetros.
Os resultados, que até podem ser surpreendentes para algumas pessoas, mais não foram do que os ganhos possíveis para quem praticar uma condução activa e segura.
Desde o primeiro momento que o camião é colocado em marcha, o condutor tem de ter em conta a necessidade imperiosa de evitar que ele se imobilize em filas de tráfego, pois sempre que tem de engrenar as velocidades de arranque o consumo de combustível vai disparar. Abordar os semáforos e a traseira das filas com a preocupação de rolar sem parar é determinante. Nas rotundas a preocupação é para manter.
No essencial o objectivo foi alcançado. O percurso de 25 quilómetros, depois de concretizado duas vezes em cada sentido, ditou ganhos de um litro, o que é sinal de como é possível poupar. Perante isto, é só fazer contas, ao número de quilómetros percorridos e ao número de veículos. O resultado será sentido nos custos operacionais e na factura de gasóleo, ao que acresce a redução do desgaste do veículo.
Para registar ganhos no consumo só é preciso conduzir com a cabeça que está agarrada aos ombros, enquanto para aumentar os consumos só é preciso conduzir com a cabeça dos dedos dos pés.

Imagem do Transporte Público