Na imprensa
Veja também ... |
| Notícias |
| Press Releases |
| Na Imprensa |
| Eventos |
![]() |
Informática
a bordo para gestão à distânciaArtigo
publicado no
Jornal
Público, Suplemento Computadores 24 de Junho 2002
Tecmic
desenvolve soluções para frotas e equipamentos.
Quem
costuma andar de autocarro em Lisboa já terá reparado que
algumas paragens, nomeadamente no centro da cidade, dispõem de um
painel electrónico que informa sobre a hora de passagem do próximo
autocarro. Assim, os utentes ficam a saber quanto tempo vão esperar
e fazer contas à sua vida. Isto é possível porque a
Carris começou, há dois anos a instalar um sistema de gestão
de frotas para transportes públicos de passageiros, XTraN Passenger,
desenvolvido e comercializado pela Tecmic, Tecnologias de Microelectrónica,
empresa portuguesa especializada na produção de soluções
(equipamento e "software") para a gestão de frotas, de
equipamentos remotos e de acessos. A operadora de transportes públicos
de Lisboa transformou-se , aliás, num "case study" internacional
dadas as características do sistema instalado. (...)Segundo José Maria Moniz, administrador delegado da Tecmic, o XTraN Passenger é, além disso, um sistema "único no mundo", já que as comunicações funcionam sobre uma rede Tetra de comunicações (Terrestrial Trunked Radio) ou de rádio "trunking" digital instalada pela Radiomóvel, que, com, com a Tecmic e a Efacec, integra o consórcio formado para este concurso lançado pela Carris.(...)
Sem deixar de realçar o papel da sua equipa comercial, José Maria Moniz gaba a equipa de engenheiros da Tecmic, "altamente competentes e capazes de responder às necessidades dos clientes". Os produtos são, aliás, configurados em função de aquilo que o mercado pede, sublinha Fernando Moreira, fundador da Tecmic e Presidente do seu Conselho de Administração. Outro dos factores de sucesso são o investimento de um quinto da facturação em pesquisa e desenvolvimento , e uma rede de 20 parceiros comerciais, de desenvolvimento ou integradores de sistemas, que lhe permitem a entrega de soluções integradas.
Além da Carris, cliente da versão Passenger, optaram pelo XTraN entidades como a Transportes Luís Simões, os CTT Correios e Telecomunicações de Portugal, a Portugal Telecom, o Banco de Portugal ou os municípios de Guimarães, Vila Nova de Famalicão, Fafe e Vieira do Minho, que o usam na gestão dos seus serviços de resolha de resíduos sólidos.
No caso dos CTT, o XTraN equipa toda a frota do serviço de entregas a nível nacional, com informação em tempo real sobre a sua localização e sobre as encomendas entregues e por entregar. Os CTT são também clientes de outro produto da Tecmic, o Simor, destinado à monitorização remota e telemetria de equipamentos, como as máquinas de venda automática (...)
No ano passado o volume de negócios da Tecmic duplicou (face a 2000) , aproximando-se a dos 2,5 milhões de euros, com o XTraN e o XTraN Passenger a assegurarem mais de 50 por cento dessa facturação. (...)
Outra área de negócio importantíssima ligada à génese da Tecmic é a do desenvolvimento e comercialização de circuitos integrados de aplicação específica (os chamados ASIC, na sigla inglesa). A Tecmic nasceu em 1988 no seio da Aitec, "ninho" de empresas ligado ao Inesc e um dos maiores grupos de tecnologias de informação portugueses. A Aitec detinha 4,5 por cento da empresa (limitada) e os restantes 52,5 por cento pertenciam a um conjunto de seis sócios, entre os quais Fernando Moreira, Gabriel Saragoça (trabalhador da Tecmic desde o início e também membro da administração). Trabalhavam em ASIC no Inesc, sob a orientação do Prof. Luís Vidigal (já falecido), que apadrinhou a saída daquela actividade do Inesc para a Tecmic, contou a Computadores Fernando Moreira.(...)
Por isso, a Tecmic reorientou-se para a gestão outras áreas de negócio. Passou a ser uma sociedade anónima, em Junho de 1993, aumentou o seu capital social para 25 mil contos (tendo então alguns sócios saído) e as dificuldades foram sendo ultrapassadas. Em 2001, o BPI adquiriu uma participação de 24,5 por cento e o capital social voltou a ser reforçado (para 231 mil contos). Hoje, a Aitec detém 65 por cento da Tecmic, mantendo-se ainda três sócios individuais.(...)
Rita Hasse Ferreira



